Cuba anuncia que profissionais do País deixarão o Mais Médicos após declarações de Bolsonaro
Em longa nota publicada no site do ministério cubano dia 14/11/18, o País
informa que Bolsonaro fez declarações "diretas, depreciativas e
ameaçadoras" à presença dos médicos cubanos no Brasil, o que representou
uma "lamentável realidade". "As modificações anunciadas impõem
condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do
programa", em agosto de 2013.
Pelo Twitter, o
presidente eleito afirmou que a continuidade do programa dependeria da
aplicação de teste de capacidade e salário integral aos profissionais
que, segundo ele, é destinado "à ditadura" cubana. Ele defendeu ainda
que os médicos pudessem trazer suas famílias ao Brasil.
O ministério cubano rebate a informação e diz que aos médicos
"foi-lhes conservado seu postos de trabalho e o 100% de seu ordenado em
Cuba, com todas as garantias de trabalho e sociais, como os restantes
trabalhadores do Sistema Nacional da Saúde" do País. Informa que o
posicionamento de Bolsonaro derespeita o convênio firmado, ainda no
governo Dilma Rousseff, com a Organização Pan-americana de Saúde e o
País "ao questionar a preparação de nossos médicos e condicionar a
permanência deles no programa à revalidação do diploma e como única
forma de contratação individual".
"Não é aceitável
que se questionem a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos
colaboradores cubanos que, com apoio de suas famílias, prestam serviços
em 67 países atualmente", informa o ministério cubano.
FONTE: https://www.opovo.com.br/noticias/politica/2018/11/cuba-anuncia-que-profissionais-do-pais-deixarao-o-programa-mais-medico.html
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